sexta-feira, 27 de julho de 2012

Platonicidade

Por que no meio de tantos, fui cair de amores por vocês?
Por que te enxergar no meio da multidão?
Por que desejar teu corpo ao invés dos demais?
Por que lutar insana e incessantemente por sua atenção?
Por que lutar pelo seu amor?
Por que lutar pelo teu carinho?
Por que batalhar a cada milésimo de segundo por ao menos um olhar?
Por que quero tanto te abraçar?
Por que quero tanto te beijar?
Por que ao te tocar o tempo para e somente tua respiração me inebria?
Por que ainda continuo eu nos por quês?
Você invade meu sonho, abala minha estrutura, destrói minha psique e se vai, tal qual o tornado em uma pacata cidade.
Tu és furacão, destrói lares e depois se vai.
Você fragilizou meu coração e fico eu jogado ao léu.
Tu me viciastes com sua presença marcante.
E cá estou eu, tal qual um dependente químico em abstinência.
Choro a falta de teus beijos.
Choro a falta de teus abraços.
Choro a falta de tuas carícias.
Sentindo a falta simplesmente do tocar de sua pele.
Teu carinho, não sei se tive.
Teu amor, a certeza do não.
Tua atenção, dois segundo em sua máxima.
Mas o que dói mais em minha alma, é a certeza de que nunca tive e nunca terei de ti o brilho dos olhos.
Mas o amar platonicamente é isso!
É endeusar, é venerar, é sofrer, se rebaixar e mesmo assim...

...Continuar a te amar!

Louis Oliver

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