sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Insight


Por que as coisas são tão difíceis quanto deveria ser? Neste exato momento estou em frente de uma pessoa que morro de amores e essa pessoa nem percebe muito menos imagina que eu estou aqui a escrever sobre ele a todos vocês leitores.
Sempre que saio do trabalho me deparo com inúmeros casais alegres pelas ruas andando de mãos dadas ou abraçados. E claro não mentirei, sinto por não um par para compartilhar. Mas nesse momento em que reflito sobre a vida a dois me veio um insight, como nós complicamos as coisas.
Sempre gostamos de alguém que não está nem ai para nós e com certeza há por ai alguém que nos quer bem e nem notamos sua presença. Mas nossa eu não sei como funciona com vocês, mas na minha cabeça isso é uma confusão. Quando percebemos quem é que nos olha de uma maneira especial, simplesmente não nos interessamos por essa pessoa. A verdade é que nunca estamos satisfeitos com o que temos e sempre queremos mais, eu me incluo neste grupo, pois sempre reclamo que estou só, mas na verdade eu não quero quem me quer e sim quem desejo, mas quem desejo deseja outra pessoa e assim caminha a humanidade...
Uma frase que fez minha infância é aquela que diz: “Quem muito quer nada tem”.
Queremos muitos e queremos nada, no fundo nunca ficamos contente com o temos, num momento você tem o(a) namorado(a) perfeito(a) e num outro momento você está insatisfeito com sua relação e de repente você se depara desejando uma outra pessoa a qual você julga ser melhor que o(a) seu(sua) parceiro(a) atual dando margem para uma futura – e desnecessária – traição.
Na minha não humilde opinião, o que nos falta é nos colocar no lugar do próximo, fazemos o outro sofrer, mas não gostamos de sofrer, então por que fazer aos outros o que não gostamos que façam conosco?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O homem como o centro do universo


O homem como o centro do universo é o título dado a uma estória contada durante o curso do "Mind Control" da Academia Brasileira de Ciências Mentais, em Salvador, no período de 01 a 06.07.1985. Faz tempo, hein! Mas, infelizmente, ainda levará muito tempo até que a mensagem passada por ela seja assimilada e, principalmente, praticada por uma quantidade de pessoas capaz de "contagiar" a maioria. 
O homem como o centro do universo
“Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias e dias, trancado no seu laboratório, em busca de respostas para as suas dúvidas, tentando a todo custo conseguir criar fórmulas ou instrumentos que o ajudassem a consertar o mundo.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu ‘santuário’, decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer com que o filho fosse brincar em outro local:
- Meu filho, aqui não existe nada para você fazer. Vá procurar os seus amigos para brincar de qualquer coisa!
O garoto não desistia:
- Não quero brincar, eu quero ajudar você a consertar qualquer coisa!
Vendo que seria impossível demovê-lo da ideia, o pai começou a folhear uma revista que encontrou por perto, procurando algo que pudesse ser oferecido ao filho como objeto da sua atenção, por um período que fosse o mais longo possível. De repente, deparou com um mapa do mundo e achou o que procurava.
- Você não gosta de quebra-cabeças? – perguntou ao filho.
- Então eu vou lhe dar o mundo para você consertar.
Com o auxílio de uma tesoura recortou o mundo em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva transparente, entregou ao filho dizendo:
- Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertar bem direitinho e me entregar somente quando estiver pronto. Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias, se não desistisse, para conseguir recompor o mapa. Na realidade, ele acreditava que a criança levaria algum tempo tentando e desistiria, por certo, indo procurar um brinquedo mais atraente em outro lugar.
Passadas algumas horas, duas ou três no máximo, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai!...Pai!
Levantou os olhos e disse:
- Filho, você não deveria estar tentando consertar o mundo?
- Mas eu já fiz tudo. Já consegui terminar tudinho! – respondeu o menino.
A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho, pois seria humanamente impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que, seguramente, jamais havia visto em detalhes.
- Já lhe disse para fazer o seu trabalho e me deixar trabalhar sossegado. Não disse? – Respondeu um tanto irritado.
- Mas eu já fiz tudo, pai! Veja você mesmo!
Relutante, o cientista desviou os olhos das suas anotações, certo de que iria ver um trabalho ‘digno de uma criança de sete anos’. Para sua surpresa o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colados nos seus devidos lugares.
- Eu já lhe disse que era para fazer o trabalho sozinho. Ninguém deveria lhe ajudar a consertar o mundo! Falou já zangado pela interrupção.
- Mas pai, eu fiz sozinho... – tentava se fazer ouvir a criança.
- Não minta que é pior!
- Não estou mentindo meu pai! Não estou mentindo!
- Como seria possível? Como você seria capaz? Você não sabe como era o mundo, você não poderia consertar o mundo! – respondeu irritado.
- Pai, está certo. Vou lhe contar como foi. Eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que no outro lado do mundo havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo quebrado para consertar eu tentei, mas não conseguia. Foi aí que eu me lembrei do homem. Virei os recortes e comecei a consertar o homem, que sabia como era; quando eu consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.”